segunda-feira, 30 de março de 2009

A "Falta de Personalidade Universitária"

Chapéu de couro, bota, fivelão no cinto, pois é... Agora ser peão é "da hora".
Letras de baixo nível e duplo sentido, harmonias pobres e manjadas e coreografias ensaiadas, pois é... Agora não pensar é "da hora".
Hoje, "Sertanejo Universitário", ontem "Pagode Universitário", antes de ontem "Forró Universitário" e amanhã... tchan tchan... "Funk Universitário", ou, "Punk Universitário", sim, sim meus amigos, por que não, o que vier veio. O que tocar a gente dança.
Esse é o retrato dos nossos Universitários. Ah, desculpe-me, ia me esquecendo. Tem também o "Bicho Grilo Universitário", e esse pode ser dividido em duas classes, ou, às vezes pode ser um pouco uma, um pouco outra (no caso nem uma, nem outra) que são os "Reagueiros da Paz Universitários" ou os "Revoltados Revolucionários Universitários". Geralmente, esses acabam virando "Universitários Profissionais":
"- Qual sua profissão?"
"- Universitário!"
Tem também os "Nerds Universitários", mas esses, na minha opinião são os que mais tem personalidade, porque não deve ser fácil aguentar a encheção de saco e se manter firme e forte no seu estilo, gostando de RPG, mangá, ficção científca. O mais legal é que, pelo menos uma vez na vida, nem que seja por um dia, o Nerd surta e vira "Cowboy Universitário" ou "Reagueiro da Paz Universitário", ou ainda "Punk Universitário".

Então é o seguinte:
Jovens, ao terminar o colegial, ou o cursinho, escolha seu curso universitário, e junto com ele o seu "Rótulo Universitário", deixe de pensar e construa um país melhor.


É isso.

terça-feira, 17 de março de 2009

Promessa quebrada e/ou a gente é pro que a gente nasce

Neste último fim de semana, quebrei minha promessa de quaresma. Foram 19 dia sem beber nada alcoólico e nada com gás, 2 quilos a menos e um tremendo mau-humor. Cheguei a conclusão de que a gente é pro que a gente nasce mesmo, não podemos lutar contra isso. Talvez na próxima quaresma eu fique sem comer fígado, ou brócolis, ou talvez fique sem ir pra Europa.


P.S.: Já fiz o acerto de contas de mim comigo mesmo e estou com a consciência tranqüila.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Quarta-feira de cinzas

A quarta-feira de cinzas pra mim marca sempre um período de desafio e renúncia. Apesar de não seguir a doutina cristã/católica, durante a quaresma eu sempre renuncio a alguma coisa que eu gosto muito (quase sempre é cerveja). Não por respeito ao costume, nem por tentar fazer uma troca (eu não tomo cerveja e ganho um carro novo), mas por um desafio, eu posso ficar muito bem sem tomar cerveja, ou refrigerante, ou qualquer coisa. E as pessoas perguntam, o que você ganha com isso? Primeiro, satisfação por ter vencido eu mesmo, segundo, quando você se priva de fazer algo que gosta muito, começa a fazer uma reflexão sobre muitas outras coisas, mas, como se tivesse olhando de fora, e terceiro, dou um tempo pro fígado e pro estômago, orgãos, aliás, que tanto judio durante o ano todo...
Ainda que eu não goste de carnaval, acho que essa música tem tudo a ver com hoje
Até a próxima




Marcha da quarta-feira de cinzas
(Vinícius de Moraes/Carlos Lyra)
Acabou nosso carnaval

Ninguém ouve cantar canções

Ninguém passa mais brincando feliz

E nos corações

Saudades e cinzas foi o que restou


Pelas ruas o que se vê

É uma gente que nem se vê

Que nem se sorri, se beija e se abraça

E sai caminhando

Dançando e cantando cantigas de amor


E no entanto é preciso cantar

Mais que nunca é preciso cantar

É preci....so cantar e alegrar a cida.......de


A tristeza que a gente tem

Qualquer dia vai se acabar

Todos vão sorrir, voltou a esperança

É o povo que dança

Contente da vida, feliz a cantar


Porque são tantas coisas azuis

E há tão grandes promessas de luz

Tanto amor para amar

De que agente nem sa.......be


Quem me dera viver pra ver

E brincar outros carnavais

Com a beleza dos velhos carnavais

Que marchas tão lindas

E o povo cantando seu canto de paz

Seu canto de paz

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Ziriguidum

Bom amigos, infelizmente, como é inevitável, mais um carnaval vem aí ( e a Globeleza não nos deixa esquecer disso). Quem me vê falando desse jeito não imagina que num passado não muito distante eu realmente gostava desta festa.
Numa época onde carnaval tinha baile no Clube, tocava marchinhas, tinha blocos (aqui em SBO a Máfia, a Rempa do Além, O Estopim, a Tropa de Canaia, a Turma do Bar, o Pato que Pariu e o melhor, ou pior, o Los Baxarias) que competiam durante as quatro noites pra ver quem era melhor, tinha roda no meio do salão e cada um dançava do jeito que queria (e não tinha essa babaquice de coreografia baiana), tinha saidera na adega, enfim, não sei se estou ficando velho mas isso era muito bom.
Hoje o carnaval virou sinônimo de "Axé", ou pior, fazem uma lambança e acabam tocando até o "Créu", que é isso? E o pior que isso é irreversível e vai ladeira abaixo...
É por isso que hoje em dia eu prefiro curtir o carnaval bem longe do carnaval, de preferência, ouvindo o meu bom e velho rock n´roll.
Pra relembrar, uma marchinha e quem souber, posta outra:

"Tiraram o coração da minha sogra,
Botaram um coração de um jacaré
Sabe o que aconteceu
A Véia se mandou e o jacaré morreu
É é é é coitado do jacaré
É é é é coitado do jacaré"

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Rabugento

Não tenho escrito muito esse mês porque estou muito rabugento. Estou preocupado com meu emprego, com minha conta no banco, com meu carro e com uma laringite aguda causada por refluxo estomacal (acreditem, isso dói pra caramba). Enfim, até tudo isso passar não sei se vou ter pique para pensar em alguma coisa.
P.S> Coitada da Meren

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Parabéns


Hoje é aniversário da minha mãe!!!!

Parabéns e obrigado por tudo

O dia em que John Lennon comeu um pão de queijo


Algumas coisas acontecem de forma estranha na vida da gente.

Sempre ouvi falar do "movimento" Clube da Esquina, formado por músicos mineiros

da década de 70, entre eles Milton Nascimento, Lô Borges, Beto Guedes, Ronaldo Bastos e outros. Não sei se por preguiça, ou (outra vez) pré-julgmamento nunca tinha parado pra ouvir

à fundo, conhecia alguma coisa do Beto Guedes e já gostava.

Semana passada me lancei numa busca e consegui achar uma cópia do disco homônimo ao movimento, "Clube da Esquina", de Milton Nascimento e Lô Borges lançado em 1972. Ouvi enquanto vinha trabalhar (1 hora e meia entre SBO e Valinhos, dois ônibus) foi quase o tempo exato do disco. Não sei se eu estava num momento de sucetível fragilidade (era 6h30 da manhã), mas ouvi o disco pela primeira de uma forma que eu não costumo ouvir discos pela primeira vez, sem fazer uma análise técnica ou tentar classificar isso, ou aquilo, ou tentar descobrir qual foi o efeito que o guitarrista usou, enfim, ouvi por puro e simples prazer de ouvir música. Resultado:

foi uma das melhores experiências da minha vida. O disco me atingiu de uma forma visceral.

Um fato curioso, enquanto eu saía do ônibus em Campinas e ia pegar o circular para Valinhos, tocava uma faixa (que eu nem me atentei para o nome dela) onde o Milton cantava o verso: "Alguém sorriu de passagem/ numa cidade estrangeira/ me lembrou o riso que eu tinha e o esqueci entre os dentes..." e por aí vai.

Não vou me estender muito, recomendo.





http://www.youtube.com/watch?v=tW0oVxWYOA8&feature=related